VOCÊ NO SAMBA / Galerias

  • Beija-Flor de Nilópolis pisa forte e encanta a Passarela do Samba em seu ensaio técnico

    Lucia Mello em 30 de Março de 2022

    Com o enredo "Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor" do carnavalesco  Alexandre Louzada a Beija-Flor de Nilópolis realizou seu ensaio técnico perfeito.

    O Samba-enredo é dos compositores  J. Velloso, Léo do Piso, Beto Nega, Júlio Assis, Manolo e Diego Rosa)

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu

    Tenho a raça que a mordaça não calou

    Ergui o meu castelo dos pilares de cabana

    Dinastia Beija-Flor

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu

    Tenho a raça que a mordaça não calou

    Ergui o meu castelo dos pilares de cabana

    Dinastia Beija-Flor

    A nobreza da corte é de ébano

    Tem o mesmo sangue que o seu

    Ergue o punho, exige igualdade

    Traz de volta o que a História escondeu

    Foi-se o açoite e a chibata sucumbiu

    Mas você não reconhece o que o negro construiu

    Foi-se ao açoite e a chibata sucumbiu

    E o meu povo ainda chora pelas balas de fuzil

    Quem é sempre revistado é refém da acusação

    O racismo mascarado pela falsa abolição

    Por um novo nascimento, um levante, um compromisso

    Retirando o pensamento da entrada de serviço

    Versos para cruz, Conceição no altar

    Canindé, Jesus, oh, Clara!

    Nossa gente preta tem feitiço na palavra

    Do Brasil acorrentado ao Brasil que não se cala

    Versos para cruz, Conceição no altar

    Canindé, Jesus, oh, Clara!

    Nossa gente preta tem feitiço na palavra

    Sou o Brasil que não se cala

    Meu Pai Ogum, ao lado de Xangô

    A Espada e a Lei por onde a fé luziu

    Sob a tradição Nagô

    O grêmio do gueto resistiu

    Nada menos que respeito, não me venha sufocar

    Quantas dores, quantas vidas nós teremos que pagar?

    Cada corpo um orixá, cada pele um atabaque

    Arte negra em contra-ataque

    Canta, Beija-Flor, meu lugar de fala

    Chega de aceitar o argumento

    Sem senhor e nem senzala vive um povo soberano

    De sangue azul, nilopolitano

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu

    Tenho a raça que a mordaça não calou

    Ergui o meu castelo dos pilares de cabana

    Dinastia Beija-Flor

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu

    Tenho a raça que a mordaça não calou

    Ergui o meu castelo dos pilares de cabana

    Dinastia Beija-Flor

    A nobreza da corte é de ébano

    Tem o mesmo sangue que o seu

    Ergue o punho, exige igualdade

    Traz de volta o que a História escondeu

    Foi-se o açoite e a chibata sucumbiu

    Mas você não reconhece o que o negro construiu

    Foi-se ao açoite e a chibata sucumbiu

    E o meu povo ainda chora pelas balas de fuzil

    Quem é sempre revistado é refém da acusação

    O racismo mascarado pela falsa abolição

    Por um novo nascimento, um levante, um compromisso

    Retirando o pensamento da entrada de serviço

    Versos para cruz, Conceição no altar

    Canindé, Jesus, oh, Clara!

    Nossa gente preta tem feitiço na palavra

    Do Brasil acorrentado ao Brasil que não se cala

    Versos para cruz, Conceição no altar

    Canindé, Jesus, oh, Clara!

    Nossa gente preta tem feitiço na palavra

    Sou o Brasil que não se cala

    Meu Pai Ogum, ao lado de Xangô

    A Espada e a Lei por onde a fé luziu

    Sob a tradição Nagô

    O grêmio do gueto resistiu

    Nada menos que respeito, não me venha sufocar

    Quantas dores, quantas vidas nós teremos que pagar?

    Cada corpo um orixá, cada pele um atabaque

    Arte negra em contra-ataque

    Canta, Beija-Flor, meu lugar de fala

    Chega de aceitar o argumento

    Sem senhor e nem senzala vive um povo soberano

    De sangue azul, nilopolitano

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu

    Tenho a raça que a mordaça não calou

    Ergui o meu castelo dos pilares de cabana

    Dinastia Beija-Flor

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu

    Tenho a raça que a mordaça não calou

    Ergui o meu castelo dos pilares de cabana

    Dinastia Beija-Flor

    Oh, oh, oh, oh

    (Alô, Brasil! Alô, mundo!)

    (O carnaval voltou!)



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