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  • Tradição homenageia a Velha Guarda no Carnaval 2027 com o enredo Saravá, Velha Guarda. A Espinha Dorsal do Samba

    Redação em 30 de Setembro de 2026

    A Escola de Samba Tradição divulgou na tarde desta quarta-feira (30), em suas redes sociais, o enredo que levará para a avenida no Carnaval de 2027. O anúncio aconteceu justamente no dia em que é celebrado o Dia da Velha Guarda, tornando ainda mais simbólica a homenagem que a escola prepara para seus bambas, baluartes e guardiões da memória do samba.

    "Saravá, Velha Guarda. A Espinha Dorsal do Samba" é o enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Valente, que transforma a avenida em um grande terreiro de memória e ancestralidade para reverenciar aqueles que ajudaram a construir a história do samba e fizeram dele uma herança que atravessa gerações.

    "O tempo não se mede pelo relógio. Ele está guardado nas rugas, nos olhos, nas mãos calejadas e no coração de quem viveu para ensinar", explica Leandro.

    Para o carnavalesco, a Velha Guarda representa muito mais do que o passado de uma escola de samba. "A Velha Guarda é raiz. É fundamento. É memória viva. É o passado que caminha ao nosso lado e ilumina o futuro".

    O enredo percorre as histórias de homens e mulheres que fizeram do samba uma expressão de identidade, resistência e pertencimento. São aqueles que aprenderam com a rua, com a roda, com o terreiro e com a própria vida, que samba não se explica apenas com palavras: samba se sente, se respeita e se vive.

    A narrativa também mergulha no universo da ancestralidade para saudar Vovô e Vovó, os Pretos Velhos e as Pretas Velhas, símbolos de sabedoria, humildade, acolhimento e fé. Entre a fumaça do cachimbo, a erva, o café e a palavra mansa, o enredo encontra a representação daqueles que conhecem os mistérios do tempo e ensinam que a verdadeira grandeza também pode morar na simplicidade.

    A presidente da Tradição, Raphaela Nascimento, destaca a importância de reconhecer aqueles que vieram antes e tornaram possível a continuidade do samba: "Se hoje existe o presente seguindo o legado, é graças aos ancestrais que vieram antes de nós".

    A homenagem propõe ainda um encontro entre gerações. A juventude aprende com a experiência, enquanto a experiência se renova na juventude. É nessa passagem de conhecimento que o samba mantém sua força e continua vivo.

    "Não há futuro sem memória, não há samba sem raiz, não há comunidade sem aqueles que vieram antes", ressalta o carnavalesco.

    Em 2027, o Condor do Campinho abrirá suas asas para saudar seus bambas e baluartes, reverenciar a ancestralidade e celebrar aqueles que fizeram do samba uma herança que atravessa o tempo.

    A Tradição será a 10ª escola a pisar na avenida, no dia 12 de fevereiro, pela Série Prata da Superliga Carnavalesca do Brasil.



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