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  • PORTELA CHEGA AO FESTIVAL DO RIO COM DOCUMENTÁRIO SOBRE A TRAJETÓRIA DE SQUEL JORGEA

    Redação em 06 de Outubro de 2026

    Dirigido por Celina Torrealba e Zeca Brito, "Squel – Confissões de uma Porta-Bandeira" acompanha o retorno da artista à Sapucaí e chega às telas em outubro

    A trajetória da porta-bandeira Squel Jorgea chega às telas com Squel – Confissões de uma Porta-Bandeira, documentário dirigido por Celina Torrealba e Zeca Brito, com produção da Donna Features e coprodução da Anti Filmes. Selecionado para o Festival do Rio 2026, o longa estreia amanhã, dia 6 de outubro, às 19h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo, em sessão aberta ao público, e terá ainda sessões nos dias 7 e 8 de outubro, no Cine Santa Teresa e na Estação Claro Rio, respectivamente. Os ingressos para as sessões já estão à venda pelo site oficial do Festival do Rio https://www.festivaldorio.com.br/br/filmes?page=2. O filme acompanha a trajetória da artista e seu retorno à Marquês de Sapucaí para defender o pavilhão da Portela no Carnaval de 2024, depois de um período afastada da avenida.



    Do afastamento ao retorno à avenida

    A ideia do documentário surgiu quando Zeca Brito apresentou a proposta à Celina Torrealba. Na época, Squel estava afastada do Carnaval e não planejava voltar à avenida. Inicialmente resistente ao convite, acabou convencida pelos diretores a registrar uma história que ultrapassa o espetáculo da Sapucaí e revela a trajetória de uma mulher negra que transformou a cultura popular em profissão. O projeto ganhou novos contornos no sábado das campeãs do Carnaval de 2023, quando a porta-bandeira recebeu o convite da Portela para retornar ao desfile. A chegada à escola e o reencontro com a avenida em 2024 passaram, então, a fazer parte da narrativa.

    "Quando eles chegaram com o convite, relutei, não conseguia enxergar um motivo. Mas, com o tempo, eles mudaram a minha visão e me fizeram acreditar que a mulher negra, artista da cultura popular de maior expressão do nosso país, que mudou a sua vida e tornou-se o seu ofício, merecesse ser documentada", afirma Squel.

    As gravações acompanharam diferentes momentos de sua rotina, entre Madureira, a quadra da Portela, a Marquês de Sapucaí, a concentração e os treinos que antecederam o desfile. O filme também reúne pessoas que fizeram parte dessa trajetória, entre elas o mestre-sala Marlon Lamar. Para Squel, acompanhar a própria história pelas lentes dos diretores representa a possibilidade de mostrar uma dimensão que normalmente permanece longe dos olhos do público.

    "Ao meu ver, é poder ver a mulher, por trás da magia que a porta-bandeira possui", resume.



    A mulher por trás do pavilhão

    Mais do que registrar o retorno de Squel à Sapucaí, o documentário busca aproximar o público da mulher que existe por trás da figura da porta-bandeira. A produção acompanha sua rotina, suas relações e os caminhos percorridos até transformar o samba em ofício, enquanto registra um momento importante de sua história junto à Portela.

    Squel ainda não assistiu ao documentário e será surpreendida pela primeira exibição. A sessão também foi pensada como um presente de aniversário para a porta-bandeira, que acompanha a chegada do filme às telas com expectativa e emoção.

    "Espero que enxerguem o ser humano, a mulher, a mãe, a filha, por trás da figura que tanto encanta, que é a da Porta-Bandeira", afirma.



    *Serviço*

    Squel – Confissões de uma Porta-Bandeira

    Direção: Celina Torrealba e Zeca Brito

     Produção: Donna Features

     Coprodução: Anti Filmes

     Festival: Festival do Rio 2026

    6 de outubro | 19h

     Cinesystem Belas Artes Botafogo

     Sessão aberta ao público

    7 de outubro | 18h15

     Cine Santa Teresa

     Sessão aberta ao público

    8 de outubro | 18h30

     Estação Claro Rio, Botafogo

     Sessão aberta ao público

    Ingressos disponíveis em: https://www.festivaldorio.com.br/br/filmes?page=2 





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