NOTÍCIAS / Tudo sobre Samba

  • Leia sinopse do enredo do Salgueiro para o Carnaval 2012

    Lucia Mello em 14 de Junho de 2011

    (Cheio de poesia, imaginação e encantamento) apresenta:
    Cordel Branco e Encarnado

    Minha “fia”, meu senhor
    Deixa eu me apresentar
    Sou poeta e meu valor
    Vai na avenida passar
    Basta imaginação
    Um “cadim” de inspiração
    Que eu começo a versar

    Vou cantar a minha arte
    Que nasceu bem lá distante
    Num lugar que hoje é parte
    Da nossa origem errante
    Vim das bandas da Europa
    Nas feiras, a boa trova
    Era demais importante!

    Foi assim que o mar cruzei
    Na barca da encantaria
    Chegou por aqui um Rei
    Com bravura e poesia
    Carlos Magno o os doze pares
    Desfilando pelos mares
    Da mais real fidalguia

    E veio toda a nobreza
    Que um dia eu imaginei
    Rainha, duque, princesa
    E até quem eu não chamei:
    Um medonho de um dragão
    Irreal assombração
    Dessa corte que eu sonhei

    Também tem causo famoso
    Que nasceu lá no Oriente
    De um tal misterioso
    Pavão alado imponente
    Que cruza o céu de relance
    Dois jovens, e um só romance
    Vencendo o Conde inclemente
     
    Todas essas histórias
    Renasceram no sertão
    Onde vive na memória
    O eterno Lampião
    E não houve um brasileiro
    Que de Antônio Conselheiro
    Não tivesse informação

    Pra viajar no meu verso
    É preciso ter “corage”
    Vai que um bicho perverso
    Surge que nem “visage”?
    Nas matas sertão afora
    Lobisomem, caipora
    Que medo dessas “image”!!

    Pra findar esse rebuliço
    Rezar é a solução!
    Valei-me meu “padim” Ciço!
    Vá de retro, tentação!
    Nossa Senhora eu não quero
    (Tô sendo muito sincero)
    Cair nas garras do cão!

    E não é que meu santo é forte?
    Cheguei ao céu divinal
    É tamanha a minha sorte
    A minha vitória afinal
    É cantar com alegria
    Fazer verso todo dia
    Na terra do carnaval
     
    Ao ver chegar a tal hora
    Da minha “alegre” partida
    Saudade, palavra agora
    Tem posição garantida
    Mas não se avexe meu irmão
    Que hoje a coroação
    Acontece é na avenida
     
    Pois eles hão de herdar
    Todo esse sertão sonhado
    Monarcas que vão reinar
    Na corte do Sol dourado
    Poetas de tradição
    Recebam de coração
    Um cordel Branco e Encarnado

    E agora eu vou sem medo
    Fazer festa “de repente”
    Vai nascer um samba-enredo
    Pra animar toda a gente
    Afinal, não sou melhor
    Muito menos sou pior
    Só um poeta diferente!

    Renato Lage, Márcia Lage, Departamento Cultural



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