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  • Com trajetória construída em diferentes escolas de samba, Allan Bastos inicia imersão na Beija-Flor

    Redação em 23 de Setembro de 2026

    Recém-anunciado como diretor artístico cênico da Beija-Flor de Nilópolis, Allan Bastos inicia uma agenda de aproximação com os segmentos, profissionais e representantes da comunidade da escola.


    A proposta tem como tema "Imersão Cênica Beija-Flor — escuta, corpo e identidade". Ela marca o início de um processo de escuta e integração com quem constrói a Beija-Flor ao longo de todo o ano. Como parte desse primeiro momento à frente do novo desafio, Allan pretende realizar uma imersão no cotidiano da escola, conhecendo ainda mais profundamente suas tradições, sua identidade e a força de cada segmento.


    A primeira agenda de escuta e integração está prevista para 6 de outubro de 2026, em Nilópolis, com horário e programação a serem confirmados pela escola. O encontro deverá reunir representantes dos segmentos e profissionais envolvidos na construção artística e cultural da Beija-Flor.


    Uma trajetória formada no samba e na dança


    Criado no universo do Carnaval, Allan Bastos iniciou sua trajetória na escola mirim Pimpolhos da Grande Rio, em Duque de Caxias. Ritmista desde cedo, desenvolveu-se artisticamente e passou a atuar como diretor de bateria e coreógrafo da comissão de frente da agremiação, antes de ingressar na escola-mãe, a Grande Rio.


    Sua formação se ampliou por meio da experiência em diferentes frentes do carnaval. Allan integrou a ala show Maculelê, do Acadêmicos do Salgueiro, onde também atuou como assistente coreográfico, e participou como bailarino de comissões de frente de escolas como Unidos da Tijuca, União da Ilha, Estação Primeira de Mangueira e Unidos do Viradouro.


    Entre os personagens que interpretou está Seu Delegado, mestre-sala histórico da Mangueira, em uma passagem que levou à Sapucaí a memória e a força de uma das figuras mais marcantes do mundo do samba.


    Em 2024 e 2025, Allan integrou o grupo de diretores artísticos da Grande Rio. Sua trajetória reúne experiências em bateria, dança, comissão de frente, interpretação e direção, características que contribuíram para consolidá-lo como um dos nomes da nova geração artística do carnaval.


    "Assumir a direção artística cênica da Beija-Flor é uma responsabilidade muito grande e uma oportunidade de contribuir com uma instituição que tem uma história imensa no carnaval brasileiro. Quero começar esse trabalho ouvindo, convivendo e entendendo ainda mais de perto cada segmento e cada pessoa que faz a escola acontecer. A força da Beija-Flor está na união entre sua história, sua comunidade e a capacidade de continuar criando para o futuro", afirma Allan Bastos.


    Para o diretor, a aproximação com a comunidade é fundamental para que o trabalho artístico tenha identidade e verdade.


    "Minha história foi construída no carnaval, aprendendo com diferentes escolas, personagens, profissionais e comunidades. Agora, quero conhecer de perto a dinâmica da Beija-Flor e construir esse caminho em diálogo com a escola. Mais do que chegar com respostas prontas, quero ouvir os segmentos e somar minha experiência a tudo o que a comunidade já construiu", completa.


    A proposta é que a aproximação se estenda ao longo das próximas semanas, com encontros e conversas com diferentes setores da escola. A iniciativa busca fortalecer a integração entre a direção artística, os segmentos e a comunidade, criando uma base compartilhada para o desenvolvimento do trabalho cênico.



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