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Com Theatro Municipal do Rio lotado, Museu do Samba celebrou 25 anos com show de grandes estrelas do samba
Redação em 06 de Agosto de 2026
Com patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, espetáculo reuniu Alcione, Dudu Nobre, Diogo Nogueira, Teresa Cristina e grandes nomes do gênero que é Patrimônio Cultural do Brasil
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi palco de uma noite memorável para o gênero musical que é Patrimônio Cultural do Brasil. Na ribalta, um elenco de primeira grandeza, que reuniu Alcione, Dudu Nobre, Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Karinah, Sandra de Sá, Arlindinho, Mumuzinho, Ivo Meirelles, o maestro Rildo Hora, a violinista Juliane Souza, o grupo Matriarcas do Samba e Velha Guarda da Portela. Na plateia, frisas, camarotes e balcões lotados, cerca de 2500 espectadores cantaram junto com os artistas alguns dos maiores e mais antológicos sambas de todos o stempos. Entre os convidados, nomes como o da escritora Conceição Evaristo, do poeta e "imortal" Geraldinho Carneiro, e do carnavalesco e apresentador Milton Cunha, Tia Surica, pastora da Portela, além de políticos e artistas do universo do samba e do carnaval.
Foi esse o clima que ocupou o Theatro Municipal na noite da última quarta-feira, 5 de agosto, com o show "25 anos do Museu do Samba", que celebrou aniversário de um quarto de século da tradicional instituição carioca, fundada pelos netos do compositor Cartola aos pés do Morro da Mangueira. O espetáculo contou com patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet.
Ao longo de quase duas horas, o público se emocionou com um repertório de canções como "Não deixe o samba morrer", "A voz do morro", "As rosas não falam", "Verdade", "Conto de Areia", "A grande família", "Portela, passado de glória", "Preciso me encontrar", entre outros sucessos inesquecíveis de compositores como Cartola, Candeia, Monarco.
O roteiro musical foi entremeado pela sensível e arrebatadora cenografia e vídeo-instalações de Gringo Cardia, que também assinou a direção artística do show. A direção musical coube a Paulão 7 Cordas, e a direção de produção foi assinada por Solange Nazareth, da Marrom Music.
A apresentação contou ainda com participações de artistas beneficiados por projetos sociais e culturais da instituição. Foi a caso de Juliane Souza, jovem violinista profissional, formada em Música pela UniRio, que teve a primeira formação musical, no início da adolescência, no projeto "Orquestra de Violinos", realizado pelo Museu do Samba. Juliane levantou a plateia com o solo instrumental de "As rosas não falam", um dos maiores sucesso de Cartola, e música predileta da concertista.
No encerramento da noite, com Dudu Nobre cantando " A voz do morro", de Zé Ketti, participaram ainda o coral "Spectaculu – Escola de Arte e Tecnologia", com jovens artistados da organização social dirigida por Gringo cardia e Marisa Orth, e o coral "Quintal Delas", formado por mulheres pretas do projeto homônimo, realizado pelo Museu do Samba.
Em um dos momentos da noite, foram homenageados parceiros e patrocinadores do Museu do Samba, que receberam a placa comemorativa "Museu do Samba 25 Anos". Foram agraciados: Mariana Luz, Diretora de Investimento Social Privado e Cultura da Vale; Milton Bittencourt, Gerente de Patrocínio Cultural da Petrobras, Dilma Lino, Gerente de Relacionamento do BV, André Marini, Diretor Geral da Band, e Milton Cunha, carnavalesco e comentarista de Carnaval da TV Globo.
"Lembro do dia em que eu, meu irmão e minha avó, Dona Zica, conseguimos a cessão daquele prédio de 7 mil metros quadrados, que foi sede do IBGE e esteva bem deteriorado. Tudo começou para preservar o legado de meu avô Cartola, mas com o tempo percebemos que a missão era ainda maior, e passamos a salvaguardar a memória e o legado dos sambistas e a valorizar a cultura do samba, que muitas vezes através da história sofreram tentativas de apagamento e silenciamento. Essa noite é muito especial e seguimos nesta luta tão importante para a cultura e o povo brasileiro", afirmou Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba e diretora de projetos da insitutição.
"Preservar o Museu do Samba é uma missão de todos nós e é importante que o poder público olhe para o museu e ajude a preservar a nossa história, a nossa memória", disse Milton Cunha, ao receber a placa comemorativa "Museu do Samba 25 Anos".
A arrecadação do show realizado no Theatro Municipal será utilizada para estruturação das salas do "Programa Escola do Samba", que o Museu do Samba inaugura em 2027, oferendo formação em saberes tradicionais do samba e do carnaval (música, dança e canto), artes visuais e gestão de escolas de samba. Todos os ingressos, incluindo balcão e frisas, foram vendidos a preços populares.

