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  • Alegria de Copacabana divulga sinopse do enredo "Falangeiros de Ogum" para o Carnaval 2027

    Redação em 26 de Maio de 2026

    Mesmo sem data definida para o desfile oficial na Intendente Magalhães, a Alegria de Copacabana, escola membro da Série Bronze da Superliga Carnavalesca do Brasil, deu início aos preparativos para o Carnaval 2027 e divulgou a sinopse do enredo "Falangeiros de Ogum – O Exército da paz".

         Desenvolvido pelo carnavalesco Andrey Quirino, o enredo levará para a avenida uma narrativa de fé, proteção e espiritualidade, exaltando os falangeiros de Ogum como símbolos de coragem, resistência e paz. O texto e a pesquisa da sinopse são de autoria do músico, cantor e diretor cultural da agremiação, Braguinha.

    Sinopse:

    FALANGEIROS DE OGUM – O EXÉRCITO DA PAZ

    SINOPSE PARA OS COMPOSITORES

    Os clarins ecoam pelos caminhos da fé. As bandeiras se levantam.

    Os soldados da anunciação tomam a avenida e anunciam a chegada do grande General da Umbanda. Os caminhos se abrem.

    Chegam os donos das passagens, os guardiões das encruzilhadas, conduzindo a marcha do Exército da Paz.

    As mães do axé sustentam a ancestralidade, guardam os fundamentos e mantêm viva a chama que atravessa gerações. Das folhas sagradas nasce a proteção.

    Das ervas vem a cura. Da terra brota a força que alimenta os guerreiros.

    Mas diante da luz também surgem as sombras. Ergue-se o Dragão da Maldade.

    Ele não possui um único rosto. É feito da intolerância, do preconceito, do racismo religioso, da perseguição e das dores carregadas pelo povo de fé.

    Então os falangeiros avançam.

    Chega Ogum Iara, trazendo a força das águas e os mistérios da renovação.

    Vem Ogum Beira-Mar, guardião das praias e das marés, guerreiro que caminha entre o oceano e a fé do povo. Ergue sua espada Ogum Sete Espadas, defensor dos filhos de Umbanda e sentinela das batalhas espirituais.

    Das matas surge Ogum Rompe-Mato, abrindo trilhas, rompendo demandas e vencendo obstáculos.

    Das ondas chega Ogum Sete Ondas, trazendo movimento, equilíbrio e transformação.

    Avançam também os guerreiros da lei.

    Vem Ogun de Lei, sustentando justiça e proteção.

    Marcha Ogun Naruê, fortalecendo o exército da fé.

    Desperta Ogun Matinata, guardião das alvoradas e dos novos caminhos.

    Surge Ogun Megê, senhor dos mistérios e das transformações.

    Todos marcham sob o mesmo estandarte.

    São os Falangeiros de Ogum. Guerreiros da fé. Guardiões do axé.

    Soldados do Exército da Paz.

    O vermelho veste a avenida. O tambor fala. Os curimbeiros anunciam a batalha.

    A vitória já pulsa no coração do povo.

    A fé permanece de pé. As oferendas são erguidas. As luzes se acendem.

    As falanges se multiplicam. O exército cresce.

    Não para destruir. Não para conquistar. Mas para proteger.

    São guerreiros da lei. Sentinelas dos caminhos.

    Guardiões do axé.

    Filhos de Ogum reunidos em defesa da paz. A memória caminha ao lado dos mais velhos.

    A tradição marcha junto com os novos. O passado entrega sua espada ao futuro.

    E então a guerra termina. Ogum vence. Mas sua vitória não é sobre pessoas.

    É sobre o ódio. Sobre a intolerância.

    Sobre tudo aquilo que tenta separar a humanidade.

    A avenida se transforma. O campo de batalha vira altar.

    O terreiro se abre. O Congá ilumina os caminhos.

    No centro está Ogum, vencedor, guardião e protetor.

    Ao seu redor a Umbanda acolhe. Reúne povos.

    Abraça diferenças. Recebe as muitas cores da humanidade.

    Ali caminham povos africanos e afro-brasileiros.

    Povos indígenas. Diferentes etnias. Diferentes crenças.

    A diversidade humana. Todos sob o mesmo axé. Todos diante do mesmo altar.

    Porque o verdadeiro Exército da Paz não é feito de armas.

    É feito de gente. Gente que acredita. Gente que resiste.

    Gente que acolhe.

    E quando o último clarim tocar, a Alegria de Copacabana deixará sua mensagem:

    Ogum venceu a guerra.

    A Umbanda abriu seus braços.

    E a paz reuniu a humanidade.

    Ogunhê!

    Saravá Ogum!

    Salve os Falangeiros do Exército da Paz!

    Carnavalesco: Andrey Quirino

    Texto: Braguinha



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