VOCÊ NO SAMBA / Galerias

  • A segunda a desfilar foi a União da Ilha do Governdor

    Lucia Mello em 11 de Fevereiro de 2016

    A União da Ilha foi a segunda escola do Carnaval 2016 do Rio de Janeiro a cruzar a Sapucaí, na noite deste domingo (7), cravando 82 minutos no cronômetro, exatamente o tempo máximo permitido. Para uma arquibancada lotada de foliões, a Ilha contou com bom humor a chegada do espírito olímpico na Cidade Maravilhosa com o enredo "Olímpico Por Natureza, Todo Mundo se Encontra no Rio". 


    O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima desfilou à frente da escola carregando a tocha olímpica. Muito empolgado, ele cruzou a Sapucaí pulando e posando para selfies. "Estou muito feliz, curtindo até o último momento. É minha primeira vez na Sapucaí, e com o esporte sendo homenageado. Começamos com a energia do ano olímpico. E o carinho do público é muito gratificante", disse. O atleta ficou famoso nas Olimpíadas de Atenas, quando ganhou a medalhe de bronze após ser interceptado por um torcedor na maratona que encerra o evento. "Acho que precisa ter mais pique para a avenida do que para a maratona." 


    A comissão de frente reuniu um time que misturava bailarinos, atletas e artistas circenses, sendo que oito dos integrantes eram cadeirantes. Bailarino há três anos, Felipe Berty, 22, faz parte de um grupo de inclusão de deficientes físicos. "Foram cinco meses de ensaio. O mais importante é ter uma mensagem de superação". Nas arquibancadas, um dos elementos que mais causou comoção foi a pira olímpica conduzida pelo grupo, que soltava fumaça.  

    Com o enredo ligado aos esportes e à realização das Olimpíadas, a escola levou à Sapucaí elementos de fácil identificação do público, promovendo uma aproximação do espectador com o enredo. 


    O carro abre-alas, por exemplo, responsável por mostrar a tradição olímpica grega, integrou elementos históricos ao contexto carioca. E a ala que mostrou o ouro cobiçado pelos atletas foi apresentada com personagens da cidade na cor dourada, como o motorista do ônibus. 


    Entre os destaques da Ilha estavam atletas que já defenderam o Brasil, como Tande, Giovane e Giba, do vôlei de quadra; Shelda e Sandra Pires, do vôlei de praia; Glenda Kozlowsk, que, além de jornalista, é tetracampeã mundial de bodyboard; e Flavio Canto, do judô. 


    Outra figura que chamou a atenção foi a musa Andréia Martins, 38, que desfilou representando o fundo do mar. Há 22 anos na escola, ela desfilou com pintura corporal, ornada por acessórios e usando o menor tapa sexo da avenida.  


    Para este 2016, os carnavalescos Jack Vasconcelos e Paulo Menezes quiseram reconciliar a escola com seu passado brincalhão, lúdico e alegre. A ideia foi relembrar os anos 1970, quando a agremiação promoveu uma pequena revolução no Carnaval carioca. Comandada pela carnavalesca Maria Augusta, a tricolor inovou ao levar para a Sapucaí temas do cotidiano e de fácil entendimento, ao contrário dos pomposos enredos sobre figuras históricas, como era de praxe à época. A Ilha não foi campeã, mas levou à folia enredos e sambas inesquecíveis como "Domingo", "O Amanhã" e "É Hoje" --este último já com Max Lopes à frente de seu barracão. 


    "Vamos mostrar que o Rio é uma cidade olímpica por natureza. Não só pelo esporte e sim pela amizade, fraternidade e união do povo carioca. Os deuses do Olimpo virão para cá e se apaixonarão pelo Rio", disse o carnavalesco Jack Vasconcelos. 




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